2 de jul de 2013

Gestão Ambiental monitora os mais de 8 km de taludes revegetados da BR-448

Plantio de gramíneas, descidas d’água e meios fios são medidas de prevenção e controle da
erosão nos taludes da rodovia.

Descidas d'água fazem a drenagem da água da pista
Com cerca de 75% da construção concluída, a BR-448 – Rodovia do Parque com extensão de 22 km faz ligação entre os municípios de Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas e Porto Alegre. A rodovia possui maior trecho sobre aterros e áreas de ambientes úmidos (solos orgânicos utilizados para o cultivo de arroz) podendo ocorrer processos erosivos e instabilidades e com isso, ocasionar o deslocamento de terra para leitos de rios próximos ao empreendimento.

Neste sentido, o DNIT por meio da Gestão Ambiental com o Programa de Controle de Processos Erosivos atua de forma preventiva e corretiva durante a fase construtiva do empreendimento propondo alternativas (dispositivos) previstas pela Licença de Instalação (LI) às construtoras dos lotes responsáveis pela execução do Programa.

Revegetação dos taludes evita a erosão e
o carreamento de terra para leito de recursos hídricos
Das medidas de controle de erosão e assoreamento propostas pela LI está a revegetação dos taludes, e os dispositivos de drenagem com a construção de meios fios e descidas d’água. Com isso, a Gestão Ambiental fomenta as construtoras e a supervisora de obras a implementar as iniciativas. “Observamos a situação em que os taludes se encontram e verificamos possíveis indícios de erosão nos mesmos. Caso ocorra, entramos em contato com o responsável pelo lote para que seja providenciada a restauração do talude e, sempre que possível, o inicio do enleivamento. Evitando assim que ocorra o carreamento de sedimentos para os recursos hídricos próximos da área”, explica a Técnica Ambiental da Gestão, Andressa Facin. Na BR-448 a técnica empregada na vegetação é a colocação de leivas (placas de gramíneas nativas). “A licença prevê que todos os taludes deverão ser restaurados com leivas ou hidrosemeadura. A técnica utilizada na rodovia é a colocação de leivas. A licença sugere ainda que sejam utilizadas espécies nativas pertencentes à fitofisionomia - característico da vegetação da região, sendo proibido o uso de espécies exóticas invasoras”, ressalta.

“Hoje na rodovia há aproximadamente 8,5 km com gramíneas. Descontados os 4,5 km que são do trecho em elevada, de pontes e obras de arte os 9 km restantes devem ser revegetados com leivas nativas, em ambos os lados da rodovia. Os meios-fios farão a drenagem da água que se acumulará sobre a pista da rodovia e será direcionada para as descidas d’água construídas em forma de escada para diminuir a força”, finaliza Andressa.
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