12 de jul de 2013

Dia do engenheiro florestal: preservar, propagar, recuperar.

Nas obras de duplicação da BR-116/392, este profissional desempenha atividades importantes para a conservação da flora da região

 “Conservar e saber usar”. Este foi o lema do monge italiano São João Gualberto, que se dedicou ao cultivo de bosques florestais, na cidade de Florença. Conta a História, que o dia da sua morte, 12 de julho de 1073, serviu como marco para comemorar o dia do engenheiro florestal, deixando-o reconhecido até hoje como o padroeiro dos trabalhadores florestais.


Nas obras de duplicação da BR-116/392, empreendimento executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), dois Programas Ambientais abrangem as atividades deste profissional: o Programa de Supressão de Vegetação e o Programa de Resgate de Germoplasma. O primeiro visa quantificar a vegetação existente na área destinada à nova pista enquanto o segundo tem como função propagar a genética dos indivíduos, preservando a diversidade florística da região.

O engenheiro florestal é a figura responsável por elaborar o Inventário Florestal, ou seja, identificar a caracterização e as espécies da vegetação naquele local e quantificar o número de árvores que serão suprimidas em função da obra. Ele também é quem registra as espécies de interesse ambiental, como as protegidas por lei, e planeja as atividades de supressão, transplante, resgate de epífitas, coleta de sementes e propagação vegetativa de cactáceas. Este profissional ainda orienta a execução do Plantio Compensatório, que é o plantio de mudas como compensação pela supressão da vegetação para a execução das obras do empreendimento.

O resultado do trabalho deste profissional nas obras de duplicação da rodovia comprova a sua importância. Nos lotes 2 e 3, trecho entre Pelotas e Rio Grande, foram realizados mais de 1.200 transplantes de árvores nativas das espécies corticeira-do-banhado, butiá, jerivá e figueiras nativas, além do resgate de 532 agrupamento de epífitas. Na Mata Paludosa, localizada no km 38+660 da BR-392, o manejo de 230 indivíduos arbóreos atingiu a marca de 97% de sucesso. De acordo com a engenheira florestal da Gestão Ambiental da BR-116/392 (STE S.A.), Débora Bortoli Sartori, o quantitativo de sobrevivência das árvores transplantadas neste local foi superior ao esperado, que normalmente não é maior que 75%. “Alguns fatores colaboraram para o alcance deste índice, como a proximidade entre o local de origem e de destino, além do correto manejo durante a execução do procedimento de transplante”, disse.
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