30 de set de 2013

DNIT doa árvores e lenha para os municípios interceptados pela BR-116/RS

Durante a limpeza do terreno, etapa que permite o avanço das obras de duplicação da BR-116/RS, as espécies arbóreas ameaçadas de extinção e imunes ao corte são identificadas, avaliadas e realocadas para áreas com características similares às de origem. Já aquelas indicadas para supressão entram para as estatísticas do plantio compensatório. No entanto, alguns desses indivíduos vêm sendo doados, com o acompanhamento da equipe de Gestão Ambiental (STE S.A.) das obras. Cerca de 30 jerivás localizados em trecho do lote 03, executado pela construtora Ivaí, foram doados para Prefeitura de Tapes. No dia 28 de agosto, profissionais da administração municipal foram até o local para remover as árvores com auxílio de maquinário cedido pela empreiteira. “Estes jerivás, que antes seriam suprimidos, agora terão outra finalidade na própria cidade”, comenta o biólogo da Gestão, Eduardo Kessler.


Segundo a bióloga da Prefeitura, Elisa Centeno, os exemplares serão realocados para uma Área de Preservação Permanente (APP) nos molhes do município, que é banhado pela Lagoa dos Patos. “Já estávamos plantando mudas de jerivás no local e essa oportunidade veio em ótima hora. Esta árvore tem tudo a ver com praia e é nativa da nossa região”, afirmou.

Material lenhoso ganha fim social

A partir de convênios firmados com as prefeituras dos onze municípios diretamente interceptados pela duplicação da BR-116/RS, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) também disponibiliza para doação o material lenhoso resultante das atividades de supressão da vegetação. Um bom exemplo pode ser verificado em Turuçu, onde o Executivo utilizou parte da lenha para construir uma pequena ponte de acesso para comunidade lindeira à BR-116/RS. A estrutura está localizada nas proximidades do km 488, no lote 09 (consórcio Mac-Tardelli).
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