30 de out de 2013

Atropelamento de fauna é monitorado na duplicação da BR-116/RS

A equipe da Gestão Ambiental (STE S.A.) das obras de duplicação da BR-116/RS realizou, entre os dias 10 e 13 de setembro, a 6ª campanha do Programa de Monitoramento e Controle de Atropelamento de Fauna. A ação é executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), por meio da Gestão Ambiental, e tem como objetivo inventariar os animais silvestres vitimados por atropelamentos, quantificar os óbitos, a espacialidade e a temporalidade das ocorrências.


Através dos dados obtidos desde a primeira atividade, iniciada em outubro de 2012, a equipe identificou zonas onde concentram-se os atropelamentos. Os resultados, no entanto, ainda são preliminares e podem ter alterações com o decorrer das próximas campanhas. Cabe destacar que o DNIT projetou a implantação de passagens de fauna em pontos específicos existentes no trecho, visando minimizar a mortalidade dos animais e propiciar a travessia de forma segura.

O monitoramento consiste em percorrer os 211,22 quilômetros da duplicação - entre Guaíba e Pelotas - identificando os animais mortos por atropelamento na rodovia. Durante a observação veicular, feita em velocidade de 40km/h, foram identificados anfíbios (encontro ocasional), répteis, aves e mamíferos, totalizando 1.630 registros (total das cinco primeiras campanhas) de animais atropelados. Os dados obtidos são representados por 793 aves, 514 mamíferos, 307 répteis e 16 anfíbios. Além disso, foram encontradas quatro espécies ameaçadas de extinção no Rio Grande do Sul: gato-do-mato-grande (Leopardus geoffroyi), gato-maracajá (Leopardus wiedii), lontra (Lontra longicaudis) e o coleiro-do-brejo (Sporophila collaris).
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