19 de out de 2013

Educação Ambiental: o elo da comunidade com o meio ambiente

O Dia do Educador Ambiental é celebrado na mesma data em que se homenageiam os professores. Nas obras de duplicação da BR-116/392, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) conta com o apoio deste profissional para dialogar com as comunidades sobre as suas relações com o meio ambiente, tendo como ponto de partida a Gestão Ambiental do empreendimento (STE S.A.). Desde 2011, mais de 5 mil estudantes já participaram das atividades do Programa de Educação Ambiental, tanto em na cidade de Pelotas quanto em Rio Grande.


As atividades organizam-se a partir de uma metodologia e objetivos, cujos objetivos referenciam-se no licenciamento ambiental e nas diretrizes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O educador ambiental deve estruturar as ações, identificar os públicos prioritários e desenvolver o processo educativo com estes sujeitos. Segundo o coordenador do Programa, Cauê Canabarro, é necessário que a pessoa mantenha-se informada sobre as discussões neste campo para que qualifique permanentemente sua prática. “Além destas atribuições operacionais, é indispensável articular temas gerais da Educação Ambiental com aspectos específicos do licenciamento ambiental”, afirmou.

Nas escolas ou em qualquer outro espaço educativo, a atividade caracteriza-se como uma prática não formal, uma vez que as ações não devem estar pautadas por temas curriculares. O objetivo é discutir a Gestão Ambiental Pública a partir da duplicação da BR-116/392, seus impactos ao meio ambiente e as medidas de manejo adotadas no seu desenvolvimento. No Contorno de Pelotas e na BR-392 palestras já foram realizadas em mais de 300 turmas de escolas pré-definidas de acordo com as áreas de influência das obras, abrangendo desde diretores, professores e estudantes.

A Educação Ambiental na prática:

Buscando construir o saber, o Programa de Educação Ambiental utiliza materiais educativos, que apresentam as diversas ações de Gestão Ambiental desenvolvidas pelo DNIT nas obras. Um deles é a história em quadrinhos “Mão-pelada em: Por um punhado de butiás”, ao acompanhar o movimento do animal na busca pelo butiazeiro, o leitor é provocado a perceber o empreendimento pelo olhar da natureza, contextualizando assim as medidas ambientais adotadas.

Já o Jogo do Passa-Bicho traz ilustrações que representam a BR-116/392 e os diferentes ambientes do Bioma Pampa na região sul do Rio Grande do Sul, como os banhados, matas, cursos de água e algumas espécies de fauna que compõem a biodiversidade local. O nome do jogo refere-se às passagens de fauna, que são estruturas construídas para evitar o atropelamento dos animais na rodovia, como se fossem túneis por onde os bichos passam por debaixo da pista, sem ter contato com o tráfego.
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