16 de nov de 2013

Consórcio adota medidas alternativas para reduzir impactos em canteiro de obras

A proteção ao meio ambiente passa, muitas vezes, por ideias simples capazes de produzir resultados surpreendentes. Na duplicação da BR-116/RS, executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a instalação do canteiro de obras do lote 06 (consórcio Pelotense-CC) chama a atenção por adotar medidas alternativas para reduzir o impacto ambiental que estas construções temporárias podem causar. Entre as ações implementadas, que vão além das obrigações exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), estão a redução do consumo de água e de energia, a diminuição dos resíduos e o reaproveitamento de materiais.


O principal diferencial da área, localizada no município de Cristal, diz respeito ao uso eficiente de um dos recursos mais importantes da natureza. O consórcio instalou um sistema em que a água utilizada para a lavagem de máquinas e veículos segue para um reservatório, onde ocorre a separação dos resíduos sólidos e do óleo. A água limpa retorna para caixa d’água, enquanto o óleo é recolhido por uma empresa autorizada para posterior destinação final. Outra medida, explica o engenheiro do consórcio Ailson José Arena dos Santos, são as cisternas para captação da água da chuva. “Desta forma, nós contamos com um ciclo fechado e automatizado de abastecimento. Não vamos precisar de água externa”, explica. Além da economia, Ailson destaca o benefício ambiental. “Partiu de uma ideia simples, de baixo custo e que ainda evita o desperdício”, afirma.

Na unidade que abriga escritórios, refeitório e banheiros, o consórcio optou por contêineres modulados similares aos utilizados para exportação de artigos que requerem temperatura controlada. Além de não produzir resíduos de construção civil, estes espaços poderão ser reutilizados por tempo indeterminado. “Outra vantagem é a economia de energia. As janelas são amplas, permitindo a entrada da luz natural e o ar-condicionado dificilmente precisará ser acionado”, avalia Ailson.

Gramado comunitário é reaproveitado

Com outra iniciativa, as construtoras responsáveis pelo lote 06 resolveram três “problemas” de uma só vez. Ao realizar a remoção da camada vegetal em área com extenso gramado preservado pelos moradores, placas de gramíneas foram cuidadosamente retiradas e reaproveitadas no canteiro de obras. A função essencial é revestir os taludes, evitando processos erosivos. De quebra, tem utilidade paisagística e reforça o bom relacionamento com a comunidade. “O pessoal tinha um carinho grande pelo gramado, então foi uma opção interessante que encontramos”, observa o engenheiro.

A Gestão Ambiental (STE S.A.) acompanha as atividades e recomenda melhorias quando necessário. Para a supervisora ambiental do lote 06, Natália Winter de Freitas, a pró-atividade das ações realizadas demonstra a efetividade da Gestão Ambiental como um todo. “É um indicativo de que a consciência ambiental já está na cabeça dos engenheiros e que boas medidas são implementadas sem precisar da nossa intervenção”, comenta.
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